No livro Assim falou Zaratrusta, o próprio nos ensina que eu, você, todos nós na verdade passamos por três transformações do espírito ao longo da vida.
Primeiro somos um Camelo, o Camelo um Leão, e o Leão por fim se torna uma criança.
Como camelo, temos orgulho de sermos forte, de suportarmos o peso do mundo em nós. Temos orgulho em nos ajoelharmos para os outros enquanto eles nos enchem de carga.
Não existe pesado demais para nós camelos, a gente se alegra com a nossa força. Em suportar o que a vida faz com a gente sem que caiamos, e caso a gente caia, a gente se levanta orgulho
O camelo sela amizade com pessoas surdas de espirito, que nos desprezam, que não querem nos ouvir, pessoas cegas, que desviam o olhar quando veem que a carga esta pesada demais e um dia… nós camelos nos cansamos disso. a gente se cansa dessa carga, dessa gente aproveitadora e a gente corre para o deserto, e la no meio, quando as cargas todas cairam da nossa corrida desesperada por fugir nos tornamos o imponente leão.
Nós leões, agora libertos, caçamos a liberdade como caçamos as nossas presas, a gente pega o deserto pelo pescoço e fala que ele é nosso.
Nós leões respondemos cada pedido de “Voce deveria fazer isso…” com um sonoro “Não, não quero!”. A gente se orgulha em se opor, em sermos do contra. A gente só faz o que a gente quer.
Mas nós os leões, um dia perceberemos quer ser do contra, não é ser livre. Temos orgulho de não abaixarmos a cabeça como nossos irmãos camelos, mas ainda sim somos refem daqueles que um dia nos colocaram carga, somos refens de suas opiniões, de termos que escutá-los só para depois os criticarmos. Ser hater não é ser livre.
E quando nós leões percebemos que temos a liberdade em nossas mãos, mas estamos presos nas opiniões dos outros, a gente luta e luta para deixarmos isso ir embora. E quando isso acontece, nós leões entramos em nossa ultima fase, de nos tornarmos crianças.
Nós, agora com o espirito de uma criança, escolhemos a inocência, o eterno esquecer e perdoar os outros e a si mesmo.
Nós crianças escolhemos dizer SIM, um sagrado “dizer sim” para a vida, e para nós, para o mundo, sem o peso do camelo, sem o orgulho do leão, só com a inocência e boa-querência de uma criança.