Não escrevo para todas as almas.
Escrevo para as que vão me sentir — por acaso, destino ou algoritmo.
Nunca sei quem são,
mas sei que palavras têm pernas, têm asas.
Sabem onde pisar, por onde voar, que portas bater.
Escrevo, então, para que algumas almas encontrem — enfim
suas asas, seus passos, seus próprios corações.