Você os viu passar?
Será que passaram tão rápido que nem vi?
Será que passaram tão lento que nem percebi?
Olha como são mesquinhos
Exaltam suas belezas
Apontam minhas fraquezas
Sou eu o estranho?
Sou eu parte deste rebanho?
Olha para o Sol,
aprenda com ele a brilhar
mas não miram o horizonte,
não querem se queimar
Se renderam ao Aqueronte,
perderam a capacidade de admirar
Engraçado, nunca os vejo tristes
São Medusas, Santos
Transformam tudo em pedra e contentação,
Meu Deus, que triste são!
Olha como afirmam sua grandeza, negam seus pecados
De toda sua pobreza gritam – Somos afortunados!
verdadeiros altruístas!
Cobram por ajuda e favores
Será que há alguém no mundo capaz de retirar sua dores?
Serão eles uma etapa da evolução do homem?
Serão eles o Último homem?
Se são Etapa, caminham para o nada!
Se são Fim, são nada!
Talvez o amanhã os notem
Talvez o amanhã os confortem
Talvez o amanhã os ajudem
Talvez o amanhã passe!