por Müller | out 14, 2026 | Poemas
O sotaque gay me é curioso. Não falo das vogais abertas, nem do tom uma nota mais alta, nem da expressividade. Também não falo do vocabulário, icônico, o meu surgiu natural, nasceu na primeira vez que aquendei na frente do espelho. Pari um viado, pensei. Fui eu a mãe,...
por Müller | out 13, 2026 | Poemas
Visita não abre geladeira,não anda em corredores sem convite. Assim sou eu,só habito os cômodoscuja chave você me entregou. Tem gente que vai abrindo cômodos sem parar dentro de si,deve até se perder por lá.E não, não tenho medo de casarões. Se acha que não ardi,que...
por Müller | out 8, 2026 | Poemas
Se é para ser, por que esperar? Se sinto hoje, por que não dizer? Se já é, por que não ser hoje? Se será de hoje até o fim, por que demorar? O para sempre e o por hoje, o longe e o perto, a pedra e a poeira, a dor e o sopro: a mesma resposta, a mesma pergunta, o mesmo...
por Müller | set 25, 2026 | Poemas
William Ernest Henley tradução livre de Müller Do fundo desta noite que me rodeia A me envolver em breu – eterno e espesso, A qualquer deus – se algum acaso existe, Por mi’alma insubjugável agradeço. Out of the night that covers me, Black as the pit...
por Müller | set 25, 2026 | Poemas
Nasceu do nada, pensei! Uma flor crescendo no meu jardim. Não plantei, não reguei, de onde vem? Quis proteger, esconder, mantê-la para mim, que medo tive dela ser roubada, como uma coisa tão bela passaria ilesa pela madrugada. Quer saber, vou deixá-la ali no meu...
por Müller | set 25, 2026 | Poemas
Nasceu do nada, pensei!Uma flor crescendo em meu jardim — não plantei, não reguei, de onde vem?Quis proteger, esconder, mantê-la para mimque medo tive dela ser roubada,como uma coisa tão bela passaria ilesa pela madrugada? Como é bela a flor que apareceu em meu...