Por anos me dediquei, mudei.
Fui o meu melhor, ao menos tentei.
Não é fácil mudar por alguém, bem sei.
Me Matei, os sonhos troquei.
Não diga agora que não me esforcei
O que sabia
apaguei,
de mim fugi
Não é difícil perceber – na mente conceber
que aqui, ou num canto caído ali
perdido eu estaria sim
Santo – essa coroa não posso ter
Mudanças cobrei – atendido fui
Nos adaptamos um ao outro.
Nos acostumamos um ao outro,
Nos acomodamos um ao outro.
Nos sacrificamos um pelo outro.
Matamos um ao outro.
Mas ali, perto do fim, ciúmes e desconfianças sobre mim eu vi, ou ao menos penso que senti.
Isso eu não aceitei, não consegui. Não sabia lidar com isso depois de tudo o que por ti aparentemente eu fiz.
Não havia nada ali para ciúmes você sentir,
me enfezei, em fúria eu entrei.
pois bem, aqui meu segundo erro eu tomei.
Não parei, continuei, motivos para ciúmes finalmente dei
De uma conversa despretensiosa, outros rumos tomei
Aqui peço perdão pelo erro que cometi.
Daquilo que fiz, uma doença em ti aflorei
Não espero que me perdoe, não espero que comigo converse
Nem mesmo espero que me entenda. Você não merece nada que fiz.
Ciúmes e desconfianças ainda não é para mim.
Me tira do sério. Me deixa possesso.
Mas contigo aprendi, que se algum dia achar alguém assim.
Eu devo sair, e não causar mal nenhum no outro como fiz a ti.
Uma vez eu ouvi, que aquilo que te irrita nos outros, corrige dentro de ti.
Essa mantra, faço agora meu.
Tudo o que me irrita,
tudo o que me estressa.
Tudo o que me desespera.
Me faz parar
…sentar
…reavaliar
corrijo então essa dor em minh’alma
Desculpa então novamente pela aparente indiferença,
pela aparente falta de sentimentos.
Apenas estou tentando me reconstruir.